Na Guerra de Poderes a Verdade é a Primeira Vítima

17 02 2010

Em cada momento da nossa vida o conhecimento que possuímos conjuga-se de forma a gerar uma escolha, na vida e nos negócios a premissa fundamental (e cliché) é que a informação é a base das nossas decisões.

Comunicamos com o mundo e ele comunica connosco, e grande parte dessa interacção unidireccional vem dos media, das notícias que recebemos de todos os meios de comunicação. E se algo estiver errado nesse fluxo de informação?

Actualmente, os temas que povoam a agenda mediática por norma são previsíveis, logo não são notícia, ou seja, consumimos horas e horas de informação em detrimento de notícias. Em Portugal é possível constatar que a agenda se mantém igual ao longo de muitos anos. Notícia, constitui um facto novo, que surpreende, provoca interesse e é imprevisível. Algo que não encontramos actualmente na agenda.

São os jornalistas culpados de estarem a matar as notícias? Existe um controlo oculto? A capacidade de decidir está toldada por outros interesses? O jornalista é um repetidor do que as fontes querem transmitir, mas existe alguma capacidade de investigação imparcial e com limite possível de objectividade?

O poder editorial transformou-se num negócio de poder político e económico. Os jornais têm como principal tema a Crise, ironicamente, eles próprios também se encontram em crise.

Os pensadores defendem que estamos a mudar de paradigma, passando de uma sociedade de massa para uma sociedade em rede. Carlos Magno, analista político, defende que estamos a passar por uma grande metamorfose, migrando para uma nova era virtual, um novo espaço, a “internet”, o “6º Continente”.

A indústria da informação vive hoje muito do artesanato: blogs, redes sociais, etc. A nova dinâmica do receptor-produtor. Os gigantes do media têm agora meia dúzia de blogs, pedem aos seus públicos para enviarem para as suas redacções vídeos, numa ilusão de interacção que sempre existiu, mas que foi ampliada pela “internet”.

Agora a informação é considerada uma commodity, pois estamos disponíveis a pagar por boa informação. Os jornais que irão sobreviver são os que têm qualidade e uma boa marca. “A mensagem é o meio. A mensagem é a marca”, a informação que nos é transmitida é condicionada pelo meio e pela marca, isto porque, se a informação vem de um meio com marca (por exemplo: CNN), tendemos a credibilizá-la.

O nosso país tem uma linguagem muito conservadora, não acompanhando a realidade. Face à aceleração comum temos dificuldade de adaptar a linguagem ao futuro. Logo a linguagem precisa de mudar.

Para nos adaptarmos ao mundo temos de ter acesso a informação sem muito ruído, se as notícias que consumimos não possuírem qualidade, a matéria-prima de muito do nosso conhecimento é baseada em mentiras e erros.

Joana Carvalho
Aluna de Pós-Graduação

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